espaço literário I: dois irmãos

A exemplo de nosso papo sobre as gravuras de goya, aqui estou novamente abrindo um espaço no nosso Les Amis para falar sobre literatura.

Dia desses numa pequena feira do livro avistamos en passant o escritor brasileiro Milton Hatoum. Particularmente, não conhecia nada sobre sua obra, embora o nome me soasse algo familiar. Com interesse crescente, ouvi de um amigo que o conhecia, sobre o fato dele ser um professor de literatura francesa em Manaus, filho de imigrantes libaneses, e autor vencedor de concursos importantes como o Prêmio Jabuti, o maior e mais prestigiado prêmio literário brasileiro.

Algum tempo depois, eis que me chega às mãos, por recomendação leitor aficcionado como eu, o romance dois irmãos, vencedor do Jabuti em 2001. Iniciei então o que se poderia chamar de uma leitura diagonal, despretenciosa, com o intento de experimentar um pouco o livro, originalmente previsto para digamos, entrar na fila de minhas leituras recomendadas. A estrutura narrativa, densidade psicológica das personagens, interpolação entre detalhes que se vão intrincando e revelando aos poucos pelo narrador-personagem sobre o cotidiano da família de libaneses, Zana e Halim, e os filhos, e a empregada e o neto bastardo… junte-se as pinceladas sobre a vida da Manaus das décadas de 60-70, a presença da floresta, dos rios, da seringueira… O que começou como leitura preliminar terminou quando acabou: 198 páginas depois… o conflito entre os irmãos e a história da gênese e dissolução de uma família manauara… romance de primeiríssima linha, digno da agenda de leitura de quem aprecia o gênero e os retratos do Brasil.

Particularmente, gostei muito da edição da Companhia de Bolso. A qualidade gráfica e de impressão já reconhecidas da Companhia das Letras, num preço interessante. Se alguém quiser se aventurar, leitura mais do que recomendada!

alguns prêmios do autor:
Prêmio Jabuti 2006, categoria Romance. “Cinzas do Norte”, 1o. lugar
Prêmio Jabuti 2001, categoria Romance. “Dois Irmãos”
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esquizofrenia bachiana

depois da animação super bacana da Toccata e Fuga em D menor, descoberta pela zel

me vem hoje o gui com uma pérola da esquizofrenia bachiana… vejam só esta versão curiosa, pra dizer o mínimo, de Fecit Potentiam

divirtam-se! 🙂

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