a comédia grega nossa de cada dia

sempre tive grande admiração e interesse pela cultura grega. muito já li e ouvi, da política à literatura e mitologia, principalmente. esses tempos, vim a conhecer um pouco mais da obra de um dramaturgo grego cujo trabalho desconhecia até então: aristófanes, considerado o pai da comédia antiga.

da coleção publicada pela jorge zahar, me chamou particularmente a atenção o volume III, que traz duas comédias de aristófanes, ambas escritas por volta de 400 a.C., e no entanto, assustadoramente contemporâneas.
numa sociedade dominada pela cultura da guerra, as atenienses lideradas por lisístrata se unem para lutar pelo fim das guerras com a arma que melhor lhes cai: a greve do sexo. simplesmente genial.
em a revolução das mulheres, mais uma investida irreverente: as mulheres devidamente caracterizadas como homens, votam e decidem pela entrega do poder às mulheres, consideradas mais preparadas para exercer tal ofício. o resultado é cômico e mostra de maneira irreverente que fugir dos chamados de sedução do poder não é tarefa fácil. independentemente do sexo do governante.
duas grandes estórias. recomendado!
serviço: A Greve do Sexo (Lisístrata); A Revolução das Mulheres / Aristófanes; tradução do grego e introdução, Mário da Gama Kury. 6a. ed., Rio de Janeiro: Jorge Zahar Ed., 2006
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