grata surpresa na agenda do Concerto de domingo

no domingo, 16/agosto, a boa pedida estava por conta do concerto previsto com o Quarteto OSESP. o programa traria o quarteto para cordas no. 5, de villa-lobos e o quarteto para cordas em fa maior, de maurice ravel. a exemplo dos últimos dias, também o domingo acordou lindo e ensolarado, convidando para a apreciação musical em meio ao ambiente natural e arborizado da fundação oscar americano.
um imprevisto com um dos músicos do quarteto, e o programa se transforma numa grata surpresa para o público: peças belíssimas e muito poucas vezes executadas do repertório de câmara de mozart, haydn, pleyel e antonín dvorák. particularmente, gostei muito mais do programa final! 🙂
infelizmente não sei o nome de todas as peças. pedi para o pessoal da fundação e quando tiver em mãos, atualizo este post e escrevo mais uma palavrinhas sobre o maroto mozart e a peça que pregou no arquiduque de salzburgo escrevendo um trio em nome do amigo doente michael haydn. mas isso já é outra estória… 🙂

UPDATE 19/Ago: segue o programa do Concerto:
J. Michael HAYDN. Trio no. 1 em Sol maior para 2 violinos e viola
I. PLEYEL. Duo para violino e viola
W.A. MOZART. Duo em Sol maior K.423 para violino e viola
A. DVORÁK. Terceto em Dó maior Op.74 p/ 2 violinos e viola

anjo de guarda 24×7 ataca na Sala São Paulo

interessada na programação da tarde de hoje na Sala São Paulo – a estreia de obra do compositor brasileiro Almeida Prado, encomendada com exclusividade para acompanhar a projeção do filme mudo Études sur Paris do francês André Sauvage – acabei dando com o nariz na bilheteria: ingressos esgotados.
como estava com tempo, acabei ficando por nas proximidades da Sala, aproveitando para repassar a programação das próximas semanas e já aproveitar para comprar ingressos antecipadamente. entro na fila da bilheteria. de repente, do nada, alguém desconhecido e me pergunta se estou interessada num par de ingressos para a sessão de hoje (aquela, com ingressos esgotados)… estava adiantada, deu para passear pela Clássicos e tomar um agradável café enquanto conferia detalhes do programa, antes do filme com concerto.
a Orquestra esteve muito bem, sob a batuta de seu spalla Claudio Cruz, e assistir ao filme com trilha sonora ao vivo, bem ao estilo dos anos 20, foi uma interessante experiência à parte.
tenho tido muitos motivos para acreditar que meu anjo de guarda anda com insônia ultimamente – sempre alerta! seja como for, agradeço ao músico desconhecido que fez a alegria da minha tarde na Sala hoje. valeu! 🙂

Para aplaudir em pé!

Destruído por um incêndio em 2008, o Cultura Artística mostra mais uma vez sua capacidade de renovação. Com a programação de concertos internacionais prontamente realocada na Sala São Paulo, agora é a vez do antigo “Culturinha” – como era conhecida a sala menor existente no antigo Cultura Artística da Nestor Pestana – ganhar novo endereço: no Espaço Promon do Condomínio São Luiz, no Itaim Bibi.
Em fase de reconstrução, o prédio da Nestor Pestana está previsto para reinauguração apenas em 2012. Porém a boa nova para os paulistanos é que os planos da Sociedade de Cultura Artística pretendem manter o endereço no Itaim mesmo após a reinauguração. E tem mais: de acordo com Gerald Perret, superintendente da Sociedade, há ainda a possibilidade de abertura de um terceiro endereço permanente. Uma notícia para ser comemorada com entusiasmo pelos amantes das artes em terras paulistanas.

serviço: Teatro Cultura Artística Itaim – Av. Juscelino Kubitschek, 1.830, São Paulo, SP. Tel.: (11) 3258-3344. 303 lugares.

o pedro e o lobo do bernstein

estou há alguns dias encantada com a excelente narração de leonard bernstein para pedro e o lobo, de prokofiev, num CD que curiosamente traz na sequência o carnaval dos animais, de camille saint-säens. o CD é de 1998, mas seja como for, só agora chamou minha atenção. para quem não conhece, dois comentários.

primeiro que a narração de bernstein tornou, aos meus ouvidos, a obra de prokofiev mais leve e divertida. buscando uma boa gravação desta obra para dar de presente para minha sobrinha – que ainda não tem nível de inglês suficiente para apreciar a versão do bernstein – fiquei bastante desapontada com as opções em português; me pareceram equivocadas, tornando a história um pouco chata. anyway…

segundo comentário: creio que o que tem de mais bacana nesta versão do carnaval é a boa idéia de ter convidado jovens talentos para executar cada uma das peças, bem dentro do espírito original do compositor, que diz-se, compôs esta obra para que os alunos de instrumento pudessem ter algo divertido para tocar junto com colegas de outros instrumentos. o resultado me conquistou. eu recomendo.