nota de concerto: OSESP 15/Mai

Apesar de estar fora da minha assinatura, o concerto de hoje da OSESP na Sala São Paulo tinha programa digno de candidato a encher meus olhos (e ouvidos): uma abertura (Manfred, Op. 115) e uma sinfonia (#2, Op. 61) de Schumann e o Rückert Lieder do Mahler. Repito aqui algumas rápidas notas já publicadas via Twitter…
… boa interpretação da mezzo soprano Petra Lang para as canções do Mahler, mas sinceramente preciso dizer que ando intolerante com convidado internacional que não se digna a um único petit cadeau como bis em resposta à efusiva acolhida do público brasileiro. Deselegante para dizer o mínimo.
… belíssimo trabalho de interpretação das peças de Schumann previstas no programa. Especialmente para a Sinfonia #2, Op. 61! O regente convidado John Nelson foi muito feliz na condução e a orquestra respondeu à altura. Destaque para os metais, que fizeram um ótimo trabalho!

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when a masterpiece meets a master interpreter…

… there is no possible failure. The piece is Piano Sonata N#16, Opus 31, and counts on 3 movements – all of them masterpieces themselves. Except that its first movement, Allegro vivace, brings so much of a real amazing tune. What an inventive sequence of phrases and side comments!

The interpreter, the great master Daniel Barenboim, performs beautifully in this event. The concert hall is Staatsoper Berlin – one of my top favorites as you may already know.

Let us allocate time to enjoy the beauty of the collapse of a master piece and a master interpreter… is it not moving? 🙂

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Sobre o universo de Sasha Waltz

Tive a felicidade esses dias de assistir a um espetacular documentário sobre a obra de Sasha Waltz, a brilhante coreógrafa alemã, cujo ballet para a encenação da ópera Dido & Aeneas tive a felicidade de assistir ao vivo, na Staatsoper de Berlin em novembro de 2008 (veja post aqui).

Arquitetura, música e dança – 3 das grandes paixões de Sasha, das quais a propósito compartilho fielmente. No documentário, vim a conhecer uma pérola de sua obra coreográfica, chamada Körper. Körper traz nas múltiplas representações do corpo, uma visão muito particular da história, uma metáfora das turbulências do mundo. Körper traz o corpo totalmente livre de conotação sexual, focando na finitude e fragilidade da matéria, combinado com o diálogo do corpo com o espaço. Ou os espaços explorados por Sasha. Obra de primeira grandeza, fica a dica: vale a pena conhecer.

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