Uma tarde em Viena – 100 anos de distância…

Felicidade de segunda-feira é… conseguir arrematar os últimos ingressos, ainda em boa localização no coro da Sala SP, para assistir a um excelente programa que não faz parte de sua série de assinatura!

O pianista Ricardo Castro eu ainda não tive oportunidade de ouvir: vai ser novidade. De Thomas Dausgaard, o regente dinamarquês, cheguei a ler que ficou famoso por boas interpretações de Beethoven e Schumann. Apesar disso, a contar pelas ótimas surpresas que a programação de convidados da OSESP desta temporada tem nos apresentado, imagino que não será menos grata a surpresa desta vez. Assim, espero: são duas ótimas peças, do repertório de meus compositores favoritos. A ‘ouvir’… 🙂

19.jun
Wolfgang Amadeus MOZART
Concerto nº 26 para Piano em Ré maior – Coroação
Gustav MAHLER
Sinfonia nº 6 em lá menor – Trágica

A América Latina é maior do que a… Argentina! :)

Fã apaixonada quando o assunto é música erudita, não teria como negar o preparo e destaque dos argentinos nessa “praia”, com uma longa lista de nomes de destaque no cenário internacional, de instrumentistas como a pianista Marta Argerich a condutores como Jorge Uliarte e o meu favorito também pianista e regente Daniel Barenboim – só para citar alguns poucos.

Em especial, acho que canais dedicados a esta programação, como a Film&Arts,  fazem um trabalho brilhante de cobertura destes talentos. Mas preciso confessar que no caso específico da Film&Arts latinoamericana, me chateio um pouco com o fato da programação se concentrar quase que exclusivamente nos argentinos. E isso não apenas quando o tema é música erudita, mas também pintura, design e arquitetura.

Para ser justa, preciso mencionar que o (Gustavo) Dudamel tem tido bastante destaque à frente da Orquesta Sinfónica Simón Bolívar na Venezuela. E até concordo que exemplos como estes, com este nível de preparo e investimento, de fato e infelizmente não existem aos montes na América Latina.

Mas ainda assim, os não-judeus-argentinos da América Latina bem que mereciam um pouco mais de oportunidade, não é? O máximo que já vi por lá foi um curta muito bem produzido por sinal, contando um pouco da história da nossa OSESP através de entrevistas com músicos e com o ex-Diretor Artístico, nosso querido John Neschling.