Tudo pode ser Música – A Jornada

Estes últimos meses viram muitas mudanças e novidades aqui no meu território. Novos objetivos, novas ideias, novos experimentos. Uma das ideias que, desde havia muito na gaveta, começou a tomar forma recentemente, é a proposta de se rabiscar um material de suporte para conversar, ouvir e trocar impressões sobre música ocidental. Com prazer, comunico que este desejo hoje já tem nome e sobrenome: o primeiro capítulo do que virá a ser o “Tudo pode ser Música”, tratando da música medieval e da renascença.

Mas deixe-me contar mais sobre este projeto. Ouvinte entusiasta de música de concerto – nem sei precisar desde quando, sei apenas que desde muito pequena – passei boa parte de minha vida até aqui aprendendo, ouvindo e me relacionando com tudo o que está no entorno da música: compositores, estilos, repertório, história, filosofia, literatura, biografia, músicos e interpretações. Mantenho este blog, coleciono repertório e até programo minhas férias em função das temporadas de salas de concerto! No meu entorno, todos reconhecem e, para minha felicidade, me procuram para conversar sobre música – meu assunto favorito.

Em várias ocasiões, durante uma boa conversa, surgiu a ideia de compilar algumas coisas para compartilhar com os amigos – alguns já mais experimentados, mas a maioria iniciante no assunto. O que pode ser mais agradável para um entusiasta do que compartilhar o que coleciona sobre o tema de seu interesse mais genuíno?

Apesar da natureza recorrente, a ideia sempre voltava para a pilha e acabou sendo guardada naquela caixinha “prioridade para quando o tempo permitir”. Mas com a vida a gente aprende que “depois é um tempo que não existe”. E na primeira oportunidade, providenciei para que o tempo “permitisse” e aqui estamos nós.

A escolha do primeiro grupo aconteceu entre os amigos mais próximos e que gentilmente se dispuseram a abrir mão da noite de uma segunda-feira fria para enfrentar o trânsito da cidade e chegar ao ponto de encontro. Falamos sobre música medieval, e durante a conversa, sobre muitas outras percepções do entorno dos 1.000 anos de história envolvidos no período que se convencionou considerar Idade Média. No próximo encontro, começaremos a conversar e ouvir sobre o Barroco.

E falando sobre a aventura com um outro amigo, igualmente interessado em música de concerto mas que não tomou parte no grupo inicial, já surgiram outras ideias de locação e abordagem para uma próxima “turma”.

A ideia era criar “comunidade”, reunir as pessoas para compartilhar e conversar e ouvir música. E quem sabe ajudá-las a compreender e navegar melhor pelos programas não apenas de nossas salas de concerto, mas também de nossas salas de câmara, grupos vocais e rádios especializadas – fazer escolhas mais qualificadas. E, oxalá, aprender um pouco mais para poderem fazer suas próprias escolhas e caminhos pelo inesgotável e fascinante mundo da música.

Não decidi ainda a melhor forma de publicar os materiais que estou preparando para estas sessões, mas certamente pretendo começar a publicar aqui prontamente, algumas dicas e materiais extras, quase todos eles disponíveis online.

É isso. Mais em breve! Por enquanto, deixo meu especial “obrigado” aos amigos que participaram da primeira sessão e fizeram isso tudo ser possível!

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