Lady Macbeth rouba cena em produção no Royal Opera House

A estória gira em torno da casa real escocesa, mas nesta versão de Elaine Padmore (direção de ópera) e Antonio Pappano (direção musical), o brilho ficou por conta da belíssima interpretação da ucraniana Liudmyla Monastyrska, no papel da Lady Macbeth.

Para quem não conhece, Macbeth é uma ópera em quatro atos, escrita pelo jovem compositor italiano Giuseppe Verdi, e estreada na Itália mais tarde, em1847. Apesar de na época tê-la considerado sua melhor ópera, Verdi seguiu por anos implementando ajustes e revisões em sua obra, até a estreia em Paris em 1865. Ao lado de Don Giovanni e La Sonnambula, entre outras, Macbeth faz parte das óperas mal-assombradas, por assim dizer, onde personagens assassinadas aparecem e atormentam a vida terrena de seus assassinos.

A ópera se baseia na estória de Macbeth, escrita por William Shakespeare, e fala sobre o poder e os meios dos quais nos valemos para obtê-lo e mantê-lo. É uma estória antes de mais nada repleta de estratagemas e sangue, além de profecias e bruxas.

A versão apresentada esta semana no Royal Opera House do Covent Garden de Londres esteve mais alinhada com a versão de 1865. Além do espetacular desempenho do soprano no papel de Lady Macbeth, o coro do The Royal Opera – que tem um papel de destaque na ópera – foi outra grata surpresa. Na minha modesta opinião, o desempenho do coro foi bastante além do papel musical que lhe cabe, e excedeu as expectativas no quesito representação, algo muito bem-vindo dado o conteúdo dramático da estória.

E para fechar creio que vale parabenizar o projeto da rede Cinemark, que em sua temporada 2012 ofereceu para nós brasileiros grandes produções em ópera e ballet, gravadas ao vivo no Royal Opera House de Londres, com legendas em português e comentários do crítico Marcel Gottlieb, durante os intervalos. Vida longa ao Projeto! 🙂

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