El Grito I, Oswaldo Guyasamín

Dentre as novidades das exposições temporárias organizadas pelo Museu Oscar Niemeyer de Curitiba, gostaria de recomendar a mostra Guayasamín. Para os amantes do movimento expressionista, não vai ser difícil associar este belo exemplar – entitulado El Grito I.
Foi meu primeiro contato com a obra deste equatoriano que tem antes de mais nada uma belíssima história de vida. Fiquei simultaneamente chocada e maravilhada com o que vi. Fica a dica para quem estiver passando por Curitiba – a exposição fica até 25/Jul próximo. Na internet, é possível acessar o conteúdo disponibilizado pelo MON aqui. Para quem gostar e quiser saber mais, recomendo um passeio pelo website da Fundação Oswaldo Guayasamín.
Além da pintura, Guayasamín se destacou especialmente por um profundo respeito pelo ser humano. Para fechar, deixo um pequeno trecho de um de seus textos – cuja leitura integral, a propósito, recomendo fortemente:

“…pintar é ao mesmo tempo uma forma de oração e um grito. É quase uma atitude fisiológica e é também a grande conseqüência do amor e da solidão. Portanto, quero que tudo seja nítido e claro e que a mensagem seja simples e direta. Não quero deixar nada ao acaso. Quero que cada figura e cada símbolo sejam essenciais, porque a obra de arte é uma busca incessante para sermos como os outros e de não nos parecermos com ninguém.”

variando o tema: gravuras de goya

depois que eu inventei de segregar meus blogs (território para os assuntos da sheila, LdG para falar de comida, este para música e alguns outros não abertos), aumentou a complexidade do critério de escolha de onde publicar certos posts (rs)… como os que tratam das minhas impressões sobre literatura, belas artes e arte dramática… então, vou pedir uma licença para os caros amigos aqui, pra conversarmos um pouco sobre goya… 🙂

o artista em ação.
registro do universo perturbado do gênio de goya.

goya. pra quem pretende fazer pit stop no MASP e apreciar a inauguração americana da exposição das 4 séries completas das gravuras do español don francisco de goya – parte das comemorações do aniversário de 60 anos do museu – deve se atentar para a palavrinha gravuras, recurso das artes plásticas usado pelo aragonês para satirizar e criticar defeitos e vícios da sociedade espanhola do antigo regime. pequeno detalhe talvez, mas que faz toda a diferença se você for, como eu, apreciador do inconsciente perturbado do aragonês mas não exatamente fã de gravura… 🙂 seja como for, as cerca de 218 obras formam um todo interessante com uma visão muito particular do artista divida entre as séries caprichos, desastres da guerra, tauromaquia (touradas), e provérbios ou disparates. e a parte legal é que o ingresso para a exposição dá direito a circular pelo belo acervo do MASP, e (re)conferir se os seus Van Goghs, Renoirs e Di Cavalcantis andam se comportando bem por lá… 🙂
serviço: MASP. Goya: as gravuras da coleção CaixaNova. 18/mar a 20/mai. clique para mais informações.

expressão visual da música

explorando um pouco mais sobre a linha tênue que demarca a fronteira entre música e outras formas de arte, deparei-me com um trabalho muito interessante realizado pelo pintor novaiorquino phillip schreibman, que há mais de 45 anos representa sobre telas brancas a expressão visual da experiência musical. confesso que achei que ele viaja um pouco quando busca conexão de temas como sinestesia, formas de Rembrandt e abordagens de tempos horizontais, perpendiculares e óticos, no intuito de suportar sua proposição como artista.

seja como for, as obras são particularmente curiosas, merecendo no mínimo o benefício da dúvida…

beethoven (1770 – 1827)

sinfonia #3, “eroica”, opus 155

para quem quiser conferir, tem outras disponíveis aqui. divirtam-se! 🙂