Orchestra Sinfônica de Jerusalém

Atendi ontem na Sala São Paulo a um concerto da Sinfônica de Jerusalém, em tourne pela América do Sul. Infelizmente no programa de ontem não houve nenhuma peça de compositor brasileiro, apesar da OSJ ter reafirmado seu interesse pela cultura brasileira e incluído no repertório obras de Villa-Lobos (Bachianas Brasileiras Nr 5 e 7), Camargo Guarnieri (Concerto para violino Nr 1) e Marisa Rezende (Vereda).
Na primeira parte, foram executadas obras bastante convencionais: o overture do Nabucco de Verdi e Romeo e Julieta de Tchaikowsky – apesar de bem tocadas, nada de muito especial. A emoção ficou para a segunda parte, com a Sinfonia Nr 9 de Dvórak, também conhecida como Sinfonia do Novo Mundo: uma jóia de execução!
Preciso confessar que senti falta do coro não apenas no Nabucco, mas também na execução do bis, onde foi belamente executado o chamado “2o. Hino de Israel” (Jesuralem of Gold). Creio que também vale confessar que minha versão preferida ainda é aquela da trilha sonora do filme “A Lista de Schindler” do Spielberg. Mas já foi bem bacana ter tido o prazer de tê-lo apreciado ao vivo.
Digna de nota foi ainda a postura do maestro Yeruham Scharovsky: sorridente, simpático com o público, vibrante na condução. Muito alinhada com o posicionamento da Orquestra como verdadeiros representantes de Jerusalém e embaixadores da amizade e da boa vontade, nas palavras do seu chairman Yair Stern.
Deixo aqui como petit cadeau o trecho d’A Lista de Schindler com a versão coral de Jerusalem of Gold.
Shalom! 🙂