Sobre o universo de Sasha Waltz

Tive a felicidade esses dias de assistir a um espetacular documentário sobre a obra de Sasha Waltz, a brilhante coreógrafa alemã, cujo ballet para a encenação da ópera Dido & Aeneas tive a felicidade de assistir ao vivo, na Staatsoper de Berlin em novembro de 2008 (veja post aqui).

Arquitetura, música e dança – 3 das grandes paixões de Sasha, das quais a propósito compartilho fielmente. No documentário, vim a conhecer uma pérola de sua obra coreográfica, chamada Körper. Körper traz nas múltiplas representações do corpo, uma visão muito particular da história, uma metáfora das turbulências do mundo. Körper traz o corpo totalmente livre de conotação sexual, focando na finitude e fragilidade da matéria, combinado com o diálogo do corpo com o espaço. Ou os espaços explorados por Sasha. Obra de primeira grandeza, fica a dica: vale a pena conhecer.

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música para todos os sentidos – Ópera Dido & Aeneas em Berlim

Prometi compartilhar um pouco da experiência espetacular que foi assistir à ópera Dido e Aeneas, de Henry Purcell, no último 1/nov, na Staatsoper de Berlim. Pois bem, aqui vai. Com produção assinada por Sasha Waltz e contando com a Akademie für Alte Musik Berlin, participaram ainda da co-produção a Staatsoper Unter den Linden, o Grand Théâtre de la Ville de Luxemburgo e a Opéra de Montpellier.

Começa a execução. A orquestra, precisa da primeira à última nota, oferece um espetáculo à parte. Os bailarinos, um a um, mergulham numa enorme piscina montada sobre o palco do teatro, serpenteando de um lado para outro, surpreendentemente alinhados com a execução musical. Iluminação e figurinos também agregam sua contribuição especial para os efeitos desejados.

O ballet se mostra vivo e precisamente executado do início ao fim. Corpos longilíneos, performance complexa na simulação dos vários humores e temas da estória sensivelmente captados pela coreografia, e o melhor: bailarinos cantores de primeiríssima linha.

Apesar de cantada em inglês antigo e com sub-títulos disponíveis apenas em alemão antigo, ou seja, não exatamente a coisa mais simples de se acompanhar, o espetáculo ficou perto do que eu chamaria de “música (também) para os olhos”.

De longe, uma das melhores montagens de ópera que tive a felicidade de assistir ao vivo.

Para quem se interessar, tem mais fotos bacanas desta montagem no website da Staatsoper Unter den Linden.

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