Tchaikovsky: The ultimate essence of the symphony is Life

My first time live with Tchaikovsky’s 6th Symphony was back in 2010, when the French conductor Yan Pascal Tortelier beautifully conducted the Sao Paulo Symphony Orchestra at Sala Sao Paulo, in Brazil. It was not when I first heard this masterpiece, but it was certainly that one time when I seriously connected to it in a very deep way. I was lucky enough that a CD recording was made at that very session, enabling me to revive that magical event every now and then.

Tchaikovsky considered naming his 6th Symphony “Program Symphony”, but eventually gave up this idea since he was not willing to share his motivations, what the program was all about. To me, it is enough food for thought to keep on considering its program annotation that reads “the ultimate essence of the symphony is Life”.

Oh life… all about passion, confidence and willingness to go up and beyond. Love and disappointments along the way. And then, eventually, death. In his very words, Tchaikovsky’s soul can be met at the heart of this masterpiece. And it is a soul plenty of passion, fury, melancolia and, at times, serenity.

Always provocative, its execution is coming up this week in London at SouthBank Centre, with the Philharmonia Orchestra conducted by the Russian Tugan Sokhiev. Not to be missed!

And here I share a beautiful execution of this Symphony, with maestro Zubin Mehta conducting the Münchner Philharmoniker. Bravo!

The Nutcracker – O quebra-nozes da Temporada 2013/14 do Royal Opera House de Londres

A contar pelo pouco sucesso de sua estreia em dezembro de 1892, no Teatro Mariinsky em São Petesburgo, a montagem do ballet ‘O Quebra-Nozes’ (The Nutcracker), teria sido apenas mais um ballet no repertório dos clássicos russos. Mas a música composta por Tchaikovsky para o ballet, esta sim encantou o público, especialmente a suite, e esta composição figura até hoje entre as suas mais conhecidas.
Tchaikovsky usou na orquestração da peça um instrumento bastante “jovem” na época: a celesta (Paris, 1886). A celesta é um instrumento parecido com um piano, porém suas teclas acionam martelos que batem em peças de metal, ao invés de cordas. Na prática, isso significa que o som produzido lembra bastante o de caixinhas de música e também do famoso glockenspiel. O som delicado da celesta é usado no Quebra-Nozes nas aparições da Fada Açucarada, a princesa de um reino encantado.
O Quebra-Nozes da Temporada 2013/2014 do Royal Opera Ballet, foi apresentado em Londres em 5/12/2013. Com um enredo que trata de uma aventura encantada de uma menina e seu presente de natal, a montagem deste ballet nas vésperas de Natal é presença obrigatória na agenda das grandes companhias e teatros já desde a década de 1960 (Estados Unidos).
Aqui no Brasil, a rede Cinemark exibe alguns ballets da Temporada 2013/2014 do Royal Opera Ballet, e foi lá que assisti ontem à noite, a montagem de dezembro passado em Londres.
No geral, achei a montagem boa – figurinos impecáveis, cenário interessante, ótima execução musical. Mas preciso dizer que me incomodei muito com a coreografia, em muitas oportunidades, descasada com a música. E não apenas, mas especialmente no solo da Fada Açucarada!
Apesar de talvez entender o intento de algumas “inovações” particularmente não gostei tanto do resultado. Por exemplo: o quadro dos chineses… Pode ser resistência da minha parte, mas confesso que não achei que casou bem com os demais (espanhóis, russos, etc).
A personagem Clara – linda nos pezinhos ligeiros da bailarina inglesa Francesca Hayward – me encantou bastante e, aos meus olhos, convenceu no papel de menina surpresa e extasiada com o reino de fantasia onde seu sonho a levou.
Laura Morera no papel da Fada
Açucarada, do Quebra-Nozes
do ROH 2013.

Já da Fada Açucarada – vivida pela bailarina Laura Morera – eu creio que esperava mais. Claro que não é culpa da bailarina o fato da coreografia estar descasada com a música, isso não. Mas posso dizer que já vi “Fadas Açucaradas” melhores. Fiquei constrangida nas sequências de piruetas seguidas (sem deslocamento horizontal), em que ela não conseguiu manter o ponto fixo de término do giro. Bem, eu certamente devo estar enganada ou desatualizada quando a técnica no ballet, afinal a Laura Morera é ninguém menos do que a primeira bailarina do Royal Opera Ballet! 🙂

Seja como for, o mago Drosselmeyer (bailarino inglês Gary Avis), para mim foi genial!
A última apresentação desta versão do Quebra-Nozes na programação do Cinemark Brasil é nesta quinta-feira 6/2. Se interessar, ainda dá tempo de conferir!

Happy birthday, Daniel!

Flowers to Daniel.
Photo: Sheila Maceira
The date was November 15th and the Charity Concert was planned to support the Berliner Music Kindergarten. Under the attentive conduction of Mr. Zubin Mehta – a longtime friend of – the piano soloist Daniel Barenboim, and the Staatskapelle Berlin completing the high level cast for the special event.

One German première for the piece “Dialogues II”, written by the american composer Mr. Elliot Carter – a clear tribute for a great man and artist that recently passed out in New York. But even more: the Piano Concerto #3 in C-minor, Opus 37, by the german Ludwig van Beethoven, and the Piano Concerto #1 in B-minor, Opus 23, by Peter Illyich Tschaikowsky. What a night!

Not a single seat left in the main concert room of the the Berliner Philharmonie. A great, silent and attentive audience ready to take off with the orchestra. Suddenly, someone initiates singing a song that is rapidly accompanied by the crowd: “Happy birthday to you, happy birthday to you…”. That was more than a special charity concert night, that very night in fact celebrated Daniel Barenboim’s 70th birthday!

This concert was part of a couple of concerts intended to celebrate Mr. Barenboim’s birthday with his musical colleagues from a lifetime. And I have had such a premium privilege to be in Berlin, to have got tickets, and to have taken part of this remarkable night. The birthday was his but gifts were made available by himself and his music friends, not only by delivering the great concert programme but still in each and every of the 3 petit cadeaus (bis) that followed. In the best possible sense of the expression, a night to remember!